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TANGO DE SALÃO

  tango

 

Aprender a dançar tango de salão pode ser tão fácil quanto aprender os famosos “dois pra lá, dois pra cá”. A dança é movimento, uma sequência de passos que visualizados pelo aluno vão ser reproduzidos.

A propriocepção é o sentido da orientação espacial e ao mesmo tempo é o que nos dá a sensação geral de que temos um corpo, este sentido se revela em amplitude na dança, é a mesma coisa que consciência corporal. Por exemplo, o principiante da dança precisa olhar para os pés para saber aonde e como eles estão. Mas após um certo número de vezes o sentido da propriocepção se encarregará de levar esta informação ao cérebro. Então, você não mais precisará enxergar diretamente seus pés para saber se eles estão paralelos ou oblíquos, a que distância um do outro, e isso acontece também com outras partes do corpo.    
Ouvir música com frequência ajuda para ter noção de ritmo e compasso. A dança é uma resposta a marcação rítmica. Não é preciso ter um par fixo para dançar tango. O tango de salão ajuda a revelar a sensualidade; isso não depende diretamente da forma física, nem de padrões de beleza vigentes. Ela emana do interior, mas tem um poder enorme de transformar o exterior. Uma pessoa, mental e fisicamente saudável e, sobretudo, de bem com a vida, é sensual. A dança é apenas um realçador desta sensualidade.

O tango de salão não depende de passos memorizados, porque a sua essência é o improviso. O conteúdo da letra pode ter – e frequentemente tem – apelo sentimental, sobretudo para os nativos do idioma espanhol. Porém, a dança é a resposta à sonoridade, seja ela instrumental ou de vozes, não ao conteúdo dramático da letra.

 

  tango

O professor de dança inúmeras vezes testemunhou a capacidade que o corpo tem de se reinventar; ser capaz de responder às exigências transformadoras da dança, sabe que ele é capaz e o quanto são abrangentes os benefícios da dança à saúde mental e física: a dança é uma terapia, exercício físico com efeitos tanto preventivos como de melhora da qualidade de vida.

Obesidade e inatividade são dois problemas que destroem muitas vidas. O que agrava ainda mais esta situação, é que excesso de peso e tédio se auto reforçam.

Nada se faz sem motivação.

Mesmo aquele que nunca tenha dançado antes, por exemplo, não importa sua idade, poderá ter uma experiência com dança que, a partir dali ele passa a ter sua atenção voltada para ela. E quanto mais seu cérebro vai sendo alimentando por este universo, mais ele se sente atraído para esta área. Daí o jargão: “Nunca é tarde para aprender”.

Gumercindo Carlos, psicólogo e professor de dança.

 

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